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- Resultado líquido de 22 milhões de euros ou 17 centavos de euro por ação
- Lucratividade sofre com o alto custo das matérias-primas e a erosão de preços
- Graphic Systems anuncia forte crescimento do volume de vendas e menor erosão de preços
- Resultados da divisão Healthcare afetados por fraco ambiente comercial e erosão de preços
- 40 milhões de euros adicionais com a redução dos custos no segundo semestre de 2005
as vendas e o lucro da Agfa cresceram no segundo trimestre em comparação aos três primeiros meses de 2005, apesar das contínuas dificuldades de alguns mercados importantes. A divisão Graphic Systems registrou um forte crescimento do volume de vendas, enquanto o ambiente comercial permaneceu mais fraco do que o esperado para a área de Healthcare, principalmente nos EUA. Os resultados ficaram abaixo das expectativas, principalmente devido à erosão de preços e ao crescimento contínuo dos preços das matérias-primas. A empresa intensificou a redução de custos, o que resultará numa economia de 40 milhões de euros no final do ano.
Resultados do segundo trimestre
Como resultado das mudanças no portifólio, especialmente com a venda da divisão de Consumer Imaging, as comparações com 2004 são mais relevantes para as divisões Graphic Systems e HealthCare do que para o Grupo Agfa-Gevaert como um todo.
No segundo trimestre de 2005, a Agfa registrou vendas de 849 milhões de euros, uma queda de 15.6 por cento em relação ao 1.006 bilhão de euros registrado no segundo trimestre de 2004. Excluindo-se os efeitos da flutuação cambial, das vendas de divisões e das aquisições, as vendas aumentaram 0,6 por cento. As vendas em ambas as divisões do grupo continuaram a ser afetadas pela queda dos preços, embora a divisão de Graphic Systems tenha começado a colher os benefícios das ações de combate à erosão de preços.
O lucro bruto caiu de 414 milhões de euros, registrados no segundo trimestre de 2004, para 316 milhões de euros. A margem de lucro bruta foi de 37.2 por cento contra os 41.2 por cento anteriores, tendo sido influenciada pelo aumento dos custos das matérias-primas e uma erosão de preços maior do que esperada, especialmente na divisão de Healthcare.
Os custos de vendas e de administração geral ficaram em 211 milhões de euros, ou seja, 24.9 por cento das vendas, contra os 256 milhões de euros, ou 25.5 por cento das vendas do segundo trimestre de 2004. A Agfa está trabalhando para reduzir esses custos para 22 por cento das vendas.
As despesas com P&D foram de 48 milhões de euros, representando 5.7 por cento das vendas, contra os 4.9 por cento do segundo trimestre de 2004.
Outras receitas e despesas operacionais resultaram em despesas líquidas de 9 milhões de euros no segundo trimestre de 2005. No mesmo período de 2004, a Agfa registrou despesas líquidas de 475 milhões de euros, incluindo o prejuízo de 430 milhões de euros com a venda da divisão de Consumer Imaging.
O resultado operacional do segundo trimestre de 2005 ficou em 48 milhões de euros. O retorno sobre as vendas do Grupo foi de 5.7 por cento contra os 6.4 por cento do segundo trimestre de 2004.
O resultado não-operacional, que inclui encargos financeiros, ficou em menos 14 milhões de euros, tendo sido menos 11 milhões de euros no segundo trimestre de 2004.
O lucro antes da tributação foi de 34 milhões de euros contra menos 377 milhões de euros, registrados no segundo trimestre de 2004. O resultado líquido foi de 22 milhões de euros ou 17 centavos de euro por ação, enquanto no mesmo período de 2004 tivemos menos 255 milhões de euros e menos 203 centavos de euros por ação.
Fluxo de caixa
O fluxo de caixa operacional bruto do segundo trimestre foi de 68 milhões de euros. O fluxo de caixa operacional líquido, que também leva em conta o incremento sazonal do capital de giro, foi de 18 milhões de euros.
Balanço Patrimonial
No final de junho de 2005, os ativos totais ficaram em 4.051 bilhões de euros, contra os 3.356 bilhões de euros do final de 2004. Este aumento se deve, principalmente, à consolidação da GWI e da Heartlab, adquiridas pela Agfa no primeiro semestre de 2005.
O estoque permaneceu em 654 milhões de euros e os dias de estoque diminuíram de 124 em junho de 2004 para 118 em junho de 2005. Os recebíveis comerciais foram de 866 milhões de euros ou 92 dias e os pagáveis comerciais 421 milhões de euros ou 76 dias.
A dívida financeira líquida aumentou de 193 milhões de euros, registrados no final de dezembro de 2004, para 808 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2005, principalmente devido ao pagamento de 361 milhões de euros para a aquisição da GWI, da Heartlab e da Med2Rad; a tendência sazonal do capital de giro; o pagamento dos dividendos anuais (76 milhões de euros) e o término gradual da securitização dos recebíveis (61 milhões de euros).
Divisões
A Agfa está totalmente concentrada nos seus dois negócios principais, as divisões de Graphic Systems e de HealthCare, cada uma delas com uma posição de liderança no mercado e uma estratégia de crescimento bem definida. Ambas as divisões estão alavancando suas sólidas posições em seus respectivos mercados para que possam englobar dois novos negócios: o de jato de tinta industrial e o de TI para a área da saúde.
As vendas da divisão de Graphic Systems cresceram 8.0 por cento e ficaram em 446 milhões de euros contra os 413 milhões de euros do segundo trimestre de 2004. Excluindo-se os efeitos do câmbio e das aquisições e vendas de negócios, as vendas da divisão aumentaram 5.0 por cento devido ao crescimento significativo do volume de vendas e ao nível menor de erosão de preços.
Os ganhos antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês) da divisão de Graphic System, calculados antes da reestruturação e dos itens não-recorrentes, caíram 18 por cento, de 45.1 milhões de euros, alcançados no segundo trimestre de 2004, para 37.0 milhões de euros no segundo trimestre de 2005. Isso representa um retorno sobre as vendas de 8.3 por cento contra os 10.9 por cento do segundo trimestre de 2004.
O resultado operacional foi de 13.2 milhões de euros, tendo sido 19.8 milhões de euros no segundo trimestre de 2004, com um retorno sobre as vendas de 3 por cento contra 4.8 por cento. A lucratividade foi negativamente afetada pelo alto custo das matérias primas e pela erosão de preços, que foram parcialmente compensados pela diminuição dos custos de vendas e de administração geral. A divisão de Graphic Systems continua a implementar ações de redução de custos, que resultarão em reduções adicionais das despesas operacionais no segundo semestre de 2005.
A Agfa deu passos importantes para a implementação de sua estratégia de se tornar líder no setor de impressão industrial a jato de tinta, introduzindo uma série de sistemas industriais de impressão a jato de tinta, usando suas próprias tecnologias de imagem, tinta e impressão, e construindo parcerias para o desenvolvimento e a fabricação.
O M-Press, desenvolvido em conjunto com a Thieme, é o primeiro sistema híbrido de impressão a jato de tinta UV totalmente automatizado e de alta velocidade, que combina a versatilidade da impressão digital com a produtividade da impressão em tela para aplicações em banners, displays ou decoração. A Agfa também apresentou a :Anapuma 100, uma impressora de grande formato para operações industriais a jato de tinta de alta qualidade, para grandes volumes, em uma mídia ao mesmo tempo flexível e rígida, como pôsteres, material para outdoors e sinalização. A :Grand Sherpa Universal AM, uma impressora a jato de tinta também de grande formato, que imprime placas de sinalização e anúncios de outdoors usando as novas tintas solventes suaves da Agfa, também foi incluída no portfólio de produtos de impressão a jato de tinta.
No setor de pré-impressão, o sistema :Azura de chapas de impressão sem aditivos químicos, lançado no final de 2004, foi adotado para uso em um grande número de impressoras comerciais, principalmente nos EUA e no Reino Unido, sendo que o primeiro sistema foi instalado na China. A Agfa também melhorou sua posição sobre a concorrência, assinando uma série de contratos importantes com grandes editoras de jornais do mundo inteiro para fornecimento de sistemas computer-to-plate de laser violeta.
As vendas da divisão Healthcare ficaram estáveis em comparação ao segundo trimestre de 2004, chegando a 359 milhões de euros (em 2004: 356 milhões de euros). Excluindo-se os efeitos do câmbio e das aquisições recentes, as vendas caíram 6.7 por cento. As principais razões para a queda são o ambiente comercial nos EUA, mais retraído do que se esperava, e o aumento da erosão de preços.
O EBTIDA da divisão de Healthcare antes da reestruturação e dos itens não recorrentes foi de 54.7 milhões de euros, o que representou uma queda de 27.7 em relação ao segundo trimestre de 2004, quando ficou em 75.7 milhões. Isso representa um retorno de 15.2 por cento sobre as vendas contra os 21.3 por cento do segundo trimestre de 2004.
O resultado operacional foi de 34.0 milhões de euros contra os 53.7 milhões de euros do segundo trimestre de 2004, e o retorno sobre as vendas foi de 9.5 por cento contra 15.1 por cento. A lucratividade da divisão de Healthcare foi afetada pelo volume de vendas menor do que o esperado (principalmente nos EUA), pela erosão de preços e pelo alto custo das matérias primas, além da sazonalidade mais acentuada dos negócios adquiridos recentemente.
No momento, a Agfa se concentra em conter a erosão de preços e diminuir os custos operacionais das áreas de filme e impressão. O Grupo está reestruturando suas operações na América do Norte, ajustando o tamanho e as competências da organização.
Durante o segundo trimestre, a empresa concluiu a aquisição da Hearthlab, empresa que desenvolve e fornece redes de imagem e informações para a área de cardiologia, por 106.6 milhões de euros. Ainda no segundo trimestre, a Agfa adquiriu as ações restantes da Med2Rad, empresa italiana líder no desenvolvimento e fornecimento de Sistemas de Informações para a área de Radiologia.
A Agfa reforçou a sua posição de liderança na área de TI empresarial ao fechar contratos para fornecer o sistema ORBIS/IMPAX de aplicação na área de saúde hospitalar para 25 hospitais na região de idioma alemão. A Agfa está desenvolvendo sua nova plataforma ORBIS/IMPAX internacional para lançamento na França, em Benelux e na Itália durante o segundo semestre de 2005.
Durante o trimestre, a Agfa assinou vários contratos de fornecimento de seu sistema PACS (Picture Archiving and Communications System) e seu Sistema de Informações Clínicas para empresas de saúde nos EUA, Canadá, Finlândia, Itália, Espanha, Austrália e Oriente Médio. O Comando Móvel da Força Aéra dos Estados Unidos concedeu à Agfa o Prêmio de Nível Máximo de Segurança pela versão 4.5 de seu sistema IMPAX PACS.
A Agfa também vai lançar mundialmente no segundo trimestre do ano uma nova plataforma PACS, além da nova geração de seu sistema de Radiologia Computadorizada e um portfólio maior de produtos na área de imagens cardiovasculares e sistemas de informações na Europa.
A Agfa vai ocupar um papel de destaque no projeto chinês de mamografia One Million Women (Um Milhão de Mulheres), equipando a maior parte dos 160 centros de teste com suas soluções em imagem digital.
A divisão de Specialty Products compreende principalmente películas para filmes cinematográficos e filmes para testes não-destrutivos. As vendas da divisão de Specialty Products foram de 44 milhões de euros no segundo trimestre de 2005, com seu resultado operacional ficando em 1.3 milhões de euros.
O lucro bruto do Grupo caiu de 782 milhões de euros, registrados no primeiro semestre de 2004, para 600 milhões de euros, uma queda de 23.3 por cento. A margem de lucro bruta ficou em 37.5 por cento contra 41.6 em 2004.Isso foi causado, principalmente, pelo aumento dos custos das matérias primas e pela erosão de preços, que foi maior do que era esperado.Os custos de vendas e de administração geral ficaram em 408 milhões de euros, ou 25.5 por cento das vendas, menores que os 498 de euros, ou 26.6 por cento das vendas do segundo trimestre de 2004. Os custos com P&D caíram 5 por cento. Totalizam agora 5.9 por cento das vendas, em vez dos 5,3 por cento da primeira metade de 2004.
Outras receitas e despesas operacionais resultaram em despesas líquidas de 7 milhões de euros no primeiro semestre de 2005.
Assim, a Agfa registrou um resultado operacional de 90 milhões de euros, ou seja, 5.6 por cento das vendas.
O resultado operacional da divisão de Sistemas Gráficos caiu de 40.7 milhões de euros para 29.3 milhões de euros. O retorno sobre as vendas totalizou 3.5 por cento contra os 5.1 por cento da primeira metade de 2004.
O resultado operacional da divisão de HealthCare foi de 60.2 milhões de euros contra os 90.1 milhões de euros registrados no segundo semestre de 2004. O retorno sobre as vendas foi de 9.1 por cento, tendo sido 13.9 por cento no mesmo período de 2004.
O resultado não operacional do Grupo, que inclui encargos financeiros, foi de 6 milhões de euros (tinha sido menos 26 milhões de Euros no segundo semestre de 2004). Isso se deve ao lucro não-operacional excepcional registrado no primeiro trimestre de 2005, resultado da redução de capital da subsidiária americana do Grupo.
O lucro antes da tributação foi de 96 milhões de euros, superior ao registrado no primeiro semestre de 2004 - menos 346 milhões de euros. O resultado líquido foi de 51 milhões de euros ou 40 centavos de euro por ação, um aumento em relação ao prejuízo líquido de 235 milhões de euros ou menos 187 centavos de euros por ação no mesmo período em 2004.
Panorama
O ano de 2005 está sendo um ano de transição para as divisões de Graphic Systems e de Healthcare. As metas principais do Grupo são a diminuição da erosão de preços, a redução dos custos e a integração das empresas adquiridas. Os primeiros efeitos trazidos pela área de impressão industrial a jato de tinta, a nova plataforma de crescimento da divisão de Graphic Systems, serão visíveis em 2006. As recentes aquisições da Healthcare estão rendendo as suas primeiras sinergias e irão contribuir para o aumento do lucro operacional em 2006.
Repetindo a tendência dos últimos anos, a Agfa espera vendas melhores nos próximos seis meses e um último trimestre mais forte, especialmente para a divisão de Healthcare. Assim, a expectativa da empresa para 2005 é que as vendas cresçam em ambas as divisões do grupo, mas que os lucros do segundo semestre não cheguem a compensar o recuo do primeiro semestre de 2005.
Marc Olivié, presidente e CEO da Agfa, declarou: “A transição do analógico para o digital não é um processo fácil. Mas acreditamos que as divisões de Sistemas Gráficos e de Healthcare possuem as estratégias certas para enfrentar esse desafio e gerar um crescimento e lucros sólidos. Decidimos também fixar para para o início de 2006 o programa que tornará as divisões do grupo operacionalmente independentes. Isso lhes dará a independência necessária para que se concentrem totalmente em seus clientes, administrem o negócio com custos menores e nos permita perseguir todas as opções de crescimento.
Contato:
Agfa-Gevaert
Nancy Glynn
Vice Presidente de Comunicação
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